Biografia bonsai de um anão moral — Ficha Corrida

 

Faltou acrescentar alguns outros episódios paradigmáticos, que dão a exata dimensão do tamanho moral deste tarja preta no golpismo made in Rede Globo. José Serra é a também autor e beneficiário do Caso Lunus, do escândalos dos Irmãos Vedoin, dos Sanguessugas e da máfia das ambulâncias, da Alstom & Siemens, que o Rodrigo de Grandis, […]

via Biografia bonsai de um anão moral — Ficha Corrida

A rede de contatos de Bumlai com o PMDB

Nomes como o de Dias Toffoli, do STF, e de caciques de governos estaduais do PMDB foram encontrados como parte da influência política do pecuarista. Dos 51 cartões, apenas três eram de membros do PT
Jornal GGN – Durante a Operação Passe Livre, deflagrada no dia 24 de novembro, a Polícia Federal apreendeu 51 cartões de apresentação no apartamento do empresário e pecuarista José Carlos Bumlai, em São Paulo. Apesar de os investigadores não levantarem suspeitas contra os nomes encontrados, a PF anexou os cartões no inquérito como provas de proximidades e redes de contato de Bumlai com políticos, deputados, governadores, empresários e nomes do Judiciário.
Alguns dos nomes já estiveram presentes em autos da investigação da Operação Lava Jato. Abaixo da lista, a Polícia afirma que “dentre os cartões de apresentação apreendidos é possível destacar empresas investigadas na Operação Lava Jato (Petrobrás, Odebrecht e Andrade Gutierrez), empresas estatais, empresários e políticos” e que tal fato “evidencia e corrobora” com o depoimento do delator Fernando Soares (Baiano) “sobre as influências políticas de José Carlos Costa Marques Bumlai, que levaram a contratação do Grupo Schahin para a Operação da Plataforma de Perfuração para Águas Profundas Vitória 10.000”.
Apesar de confessar que o empréstimo de R$ 12 milhões pelo Banco Schahin tinha como destinatário final o PT, muitos dos políticos investigados na Lava Jato referentes ao caso do navio-plataforma Vitória 10.000 pertenciam ao PMDB, como o presidente da Câmara Eduardo Cunha. O próprio delator Fernando Baiano era a peça chave do partido de Cunha no esquema de corrupção da Petrobras, sobretudo nos contratos da Diretoria Internacional, comandada pelo PMDB.
A lista com os nomes dos contatos foi divulgada, originalmente, pelo Estadão, na reportagem “PF acha ‘influências políticas’ de Bumlai“, que enfatiza em muitos parágrafos a relação do pecuarista com o ex-presidente Lula. Na imagem anexada com os autos da investigação, entretanto, nomes como o do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e de caciques do PMDB em governos estaduais revelam a omissão imposta no conteúdo da reportagem. Por outro lado, dos 51 cartões encontrados pela PF, apenas três eram de membros do PT.
A seguir, a lista de nomes dos cartões encontrados pela PF e respectivas relações apuradas pelo GGN:
PMDB:
Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro pelo PMDB
Regis Fichtner, também peemedebista, ex-chefe da Casa Civil do Estado para Cabral
André Puccinelli, ex-governador do Mato Grosso do Sul pelo PMDB
Ovídio Antônio de Ângelis, ex-secretário de Políticas Regionais, apadrinhado pelo peemedebista e ex-ministro da Justiça Iris Resende (PMDB-GO).
Petrobras:
Fernando José Cunha, ex-gerente da área internacional da Petrobras (comandada pelo PMDB)
Flavia Pelosi, coordenadora financeira de crédito para exportação na Petrobras, da área internacional (comandada pelo PMDB)
Maria das Graças Silva Foster
Antônio Carlos Lopes Coelho
Jorge de Oliveira Rodrigues
Aline de Carvalho Fragoso Pires
PT:
Cândido Vaccarezza, deputado federal pelo PT
Sérgio Ricardo Silva Rosa, ex-presidente da Previ, fez parte da equipe de transição do governo Lula
Paulo Tarcisio Okamotto, Sebrae
PDT:
Dagoberto, deputado federal pelo PDT/MS
Justiça/Direito:
José Antônio Dias Toffoli, ministro do STF
Luiz Zveiter, corregedor-geral da Justiça do TJRJ
Patrícia T. Pires Coelho, Wald Associados Advogados
Alexandre Romano, Romano Advogados Associados
Executivo:
Marco Aurélio Loureiro, Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS
Paulo C. de Oliveira Campos, embaixador
Antônio Luiz Godoy Soares Mioni Rodrigues, Major Aviador
Empresas:
Luciano Lewandowski, GP Investimentos
José Rubens Goulart Pereira, Galvão
Paulo Lacerda de Melo, Odebrecht
Carlos Fernando Anastácio, Odebrecht
Luciano Galvão Coutinho, BNDES
Paulo Faveret, BNDES
Rodrigo Matos Huet de Bacellar, BNDES
Cláudia Trindade Prates, BNDES
João Carlos Cavalcanti, BNDES
Flávio G. Machado Filho, Andrade Gutierrez
Marcelo Benchumol Saad, Credit Suisse
German Efromovich, Synergy Group
Jackson Schneider, Anfavea/Sinfavea
Marta Rocha, Grupo Takano
Luiz Fernando Furlan, Concórdia Holding
Leandro Sansoldo, Crystalsev Comércio e Representações
Jaques Mari, Estre Ambiental
Oswaldo Travassos, Estre Ambiental
Michele McCrary, Merrill Lynch
Jean-Noel Bonnet, Institut De L’Elevage
Jeff A Stafford, The AES Corporation
Kristina M Stehling, Cr
ossing Borders Limited
Eduardo Mangabeira Albernaz, Cotia Trading SA
Vanessa de Lima Ferreria, Embraer
Ricardo Mickenhagen, Fazenda Progresso
Antonio Otélo Cardoso, Itaipu Binacional
Jorge Samek, Itaipu Binacional

Imagens

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Pré-sal: Siquera destrói Serra

O Pré-sal não está parado, Padim

A partir do Viomundo, do Azenha:

Fernando Siqueira demole mentiras de Serra sobre Petrobras, pré-sal, partilha e conteúdo local

As falácias do Senador José Serra afirmadas na Audiência Pública promovida pelo Senador Paulo Paim, em 28/09/15:

por Fernando Siqueira, enviado por Gustavo Santos

1) “O pré-sal está parado. A Petrobrás não tem e não terá recursos para explorar”.

Realidade: O pré-sal já está produzindo 1.050.000 barris/dia de óleo equivalente (óleo+gás+lgn), cerca de 40% da produção nacional. O campo de Libra está sendo desenvolvido e iniciará a produção em 2017 através de uma plataforma que fará o teste de longa duração. Em 2020 será instalado o sistema piloto com previsão para 10 poços. Os campos de Tupi, Iara, área das Baleias (ES), Sapinhoá e outros estão produzindo. Os de Búzios, Carcará e outros estão em franco desenvolvimento. Donde se vê quão falaciosa é a afirmação do Senador

2) “a Petrobrás não tem recursos para investir. Está muito endividada, não tendo como obter empréstimo”

Realidade: A Petrobrás tem como obter recursos, pois ela tem o maior e melhor conjunto de reservas a produzir; a dívida da Petrobrás é da ordem de R$ 500 bilhões, ou US$ 125 bilhões. Ela já descobriu 60 bilhões de barris no pré-sal (105 bilhões para um fator de recuperação de 50%). E tem ainda 14 bilhões no pós-sal. Multiplicando por US$ 68 por barril, que é o preço Brent atual, chega-se ao valor de US$ 5 trilhões. Portanto, uma dívida irrisória em relação ao portfólio a ser posto em produção.

Além disso, continua a afirmar que a Petrobras é a petroleira mais endividada do mundo em dólares por barril de petróleo produzido, ou seja, que já foi extraído e portanto não pode garanti-la pois não existe mais. A referência adequada da dívida deve ser em relação ao potencial de produção no qual ela será investida, e nesse quesito a Petrobras é a mais viável e menos endividada do mundo face ao seu portfólio de reservas nos quais vai investir justamente em aumentar a produção de petróleo e que vai garantir o financiamento.

3) “a lei de concessão ajudou a Petrobrás a deslanchar”

A realidade: Durante os 25 anos anteriores a 1999, a Petrobrás foi obrigada pelo governo a comprar petróleo no exterior pelo valor médio de US$ 25 por barril e revendê-lo no mercado nacional por US$ 14 por barril. Essa perda era contabilizada numa conta chamada conta petróleo, que chegou a US$ 15 bilhões. Apenas uma parte foi ressarcida à Petrobrás com a venda de 36% das ações da companhia, em poder do governo, na bolsa de Nova Iorque pelo valor irrisório de US$ 5 bilhões. Com esse valor, o governo quitou parte da conta petróleo.

Em 1999, FHC, iniciou um processo de desnacionalização da companhia e, para premiar os futuros compradores, pôs fim àquela obrigação de perder na importação. Assim, a Petrobrás além de deixar de perder, passou a ganhar muito através do seu petróleo produzido, pois o seu custo de produção era de US$ 12 por barril, e a Sociedade Brasileira passou a pagar no combustível o valor internacional de US$ 25/barril, iniciando um período de lucros exorbitantes, dos quais 36% era transferido aos acionistas do exterior. Essa foi a causa real do deslanche da Petrobrás, e não a lei da concessão, inclusive tendo o Governo FHC cerceado a aplicação dessa rentabilidade em pesquisa e exploração de petróleo.

A desnacionalização começou com a entrega da REFAP para a Repsol, mas foi interrompida por uma ação judicial. Nisso tudo, a má intenção acabou resultando em beneficio, pois essa capitalização permitiu que a competência do pessoal, quando incrementado o investimento em pesquisa e exploração de petróleo, realizasse as grandes descobertas petróleo.

4) “A produção deslanchou de 1997 a 2002, depois estacionou, caiu”

A realidade: A produção aumentou no período citado devido às descobertas ocorridas na era do monopólio, pois a colocação em produção de um campo descoberto leva de 7 a 10 anos, mas foi impulsionada pelos grandes lucros que a Petrobrás passou a obter com o a alteração do critério de valoração do petróleo nacional para valores internacionais, através de aumento real no preço dos derivados, sob a alegação de propiciar competitividade no mercado nacional. Depois diminuiu devido à queda de produção decorrente da depleção de poços antigos, com mais de 20 anos de produção, e que superou todas as previsões. Hoje o pré-sal representa 40% da produção, compensando essas perdas, e garantindo a autossuficiência atual e futura do País.

5) “O meu projeto não mexe na partilha e no conteúdo local”

A realidade: Claro que mexe, pois abre o Pré-Sal para operador estrangeiro e este compra tudo em seu país de origem, em detrimento dos fornecedores e trabalhadores brasileiros. O ponto principal da partilha é a operação pela companhia, além de impedir os dois principais focos de corrupção da área internacional de petróleo: superdimensionamento dos custos de produção e medição fraudulenta. Logo, ele mexe para muito pior na lei de partilha. A AEPET lista 14 pontos negativos na mudança.

6) “O projeto apenas desobriga a Petrobrás. Se for descoberto novo Kuwait no pré-sal, basta a Petrobrás querer que ela leva”.

A realidade: a Petrobrás descobriu o Campo de Libra, o maior do mundo atual. A presidente Graça da Petrobras declarou em Audiência Publica no Senado que a Companhia queria muito o campo e não levou. O governo, sob pressão do lobby internacional, incluindo o vice-presidente americano Joe Biden, fez um leilão fajuto e entregou 60% do campo para o cartel do petróleo.

Outro exemplo dessa falácia foi o 8º. leilão de área petrolífera, que foi anulado na Justiça, pois as exigências da ANP impediam a Petrobras de concorrer em mais de um campo, sob a alegação de facilitar a entrada do capital estrangeiro no país.

7) “essa história de produzir a US$ 9 por barril não é verdadeira”.

A realidade: A Diretora de Produção da Petrobras divulgou esses dados no exterior e certamente sabe do que está falando. Os assessores do Senado, que o senador decantou como ultracompetentes, e que desmentem a diretora Solange, devem ter confundido custo de extração (US$ 9 por barril), com custo de produção, que é maior porque engloba todos os custos: pesquisa, inclusive de furos não descobridores, exploração, financeiros, depreciação, logística, transporte e produção.

Face á evidente agressão à Soberania Nacional e desnacionalização do parque produtivo brasileiro em que o Senador Serra teve papel preponderante, não vamos nos manifestar sobre sua tentativa de resgatar sua imagem de líder estudantil nacionalista.

Fernando Siqueira é engenheiro aposentado da Petrobras

‘Eu sou Petrobras, você é Globo’. Uma gentil bofetada na mentira e na hipocrisia

O Globo tentou criar um factoide sobre a vergonha e o medo sentidos pelos servidores da Petrobras. Mas uma funcionária que aparece na foto desmentiu tudo.

Tijolaço

Não precisa de qualquer comentário, exceto o de que há dignidade neste mundo, a carta da petroleira Michele Daher Vieira ao jornal O Globo e à repórter Letícia Vieira, autora do texto Petrobras: a nova rotina do medo e tensão na estatal.

Michele é uma das pessoas que aparecem na foto usada pelo jornal para induzir o leitor a pensar que, de fato, há um clima de terror na empresa, com medo de “de represálias e de investigações”, além de demissões.

A carta de Michelle é um orgulho para os sentimentos de decência humana e uma vergonha para a minha profissão, que deveria ser a de buscadores da verdade e não da construção da mentira.

E a prova de que gente como Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e outros que engordaram roubando a Petrobras são um grão de areia entre milhares e milhares de homens e mulheres de bem, que trabalham ali não só como profissionais corretos e competentes, mas como brasileiros que amam o seu país.

Carta aberta à Leticia Fernandes e ao jornal O Globo

Antes de tudo, gostaria de deixar bem claro que não estou falando em nome da Petrobras, nem em nome dos organizadores do movimento “Sou Petrobras”, nem em nome de ninguém que aparece nas fotos da matéria. Falo, exclusivamente, em meu nome e escrevo esta carta porque apareço em uma das fotos que ilustram a reportagem publicada no jornal O Globo do dia 15 de fevereiro, intitulada “Nova Rotina de Medo e Tensão”.

Fico imaginando como a dita jornalista sabe tão detalhadamente a respeito do nosso cotidiano de trabalho para escrever com tanta propriedade, como se tudo fosse a mais pura verdade, e afirmar com tamanha certeza de que vivemos uma rotina de medo, assombrados por boatos de demissões, que passamos o dia em silêncio na ponta das cadeiras atualizando os e-mails apreensivos a cada clique, que trabalhamos tensos com medo de receber e-mails com represálias, assim criando uma ideia, para quem lê, a respeito de como é o clima no dia a dia de trabalho dentro da Petrobras como se a mesma o estivesse vivendo.

Acho que tanta criatividade só pode ser baseada na própria realidade de trabalho da Letícia, que em sua rotina passa por todas estas experiências de terror e a utiliza para descrever a nossa como se vivêssemos a mesma experiência. Ameaças de demissão assombram o jornal em que ela trabalha, já tendo vários colegas sendo demitidos[1], a rotina de e-mails com represálias e determinando que tipo de informação deve ser publicada ou escondida devem ser rotina em seu trabalho[2], sempre na intenção de desinformar a população e transmitir só o que interessa, mantendo a população refém de informações mentirosas e distorcidas.

Fico impressionada com o conteúdo da matéria e não posso deixar de pensar como a Letícia não tem vergonha de a ter escrito e assinado. Com tantas coisas sérias acontecendo em nosso país ela está preocupada com o andar onde fica localizada a máquina que faz o café que nós tomamos e com a marca do papel higiênico que usamos. Mas dá para entender o porquê disto, fica claro para quem lê o seu texto com um mínimo de senso crítico: o conteúdo é o que menos importa, o negócio do jornal é falar mal, é dar uma conotação negativa, denegrir a empresa na sua jornada diária de linchamento público da Petrobras. Não é de hoje que as Organizações Globo tem objetivo muito bem definido[3] em relação à Petrobras: entregar um patrimônio que pertence à população brasileira à interesses privados internacionais. É a este propósito que a Leticia Fernandes serve quando escreve sua matéria.

Leticia, não te vejo, nem você nem O Globo, se escandalizado com outros casos tão ou mais graves quanto o da Petrobras. O único escândalo que me lembro ter ganho as mesma proporção histérica nas páginas deste jornal foi o da AP 470, por que? Por que não revelam as provas escondidas no Inquérito 2474[4] e não foi falado nisto? Por que não leio nas páginas do jornal, onde você trabalha, sobre o escândalo do HSBC[5]? Quem são os protegidos? Por que o silêncio sobre a dívida da sonegação[6] da Globo que é tanto dinheiro, ou mais, do que os partidos “receberam” da corrupção na Petrobras? Por que não é divulgado que as investigações em torno do helicoca[7] foram paralisadas, abafadas e arquivadas, afinal o transporte de quase 500 quilos de cocaína deveria ser um escândalo, não? E o dinheiro usado para construção de certos aeroportos em fazendas privadas em Minas Gerais [8]? Afinal este dinheiro também veio dos cofres públicos e desviados do povo. Já está tudo esclarecido sobre isto? Por que não se fala mais nada? E o caso Alstom[9], por que as delações não valem? Por que não há um estardalhaço em torno deste assunto uma vez que foi surrupiado dos cofres públicos vultosas quantias em dinheiro? Por que você e seu jornal não se escandalizam com a prescrição e impunidade dos envolvidos no caso do Banestado[10] e a participação do famoso doleiro neste caso? Onde estão as manchetes sobre o desgoverno no Estado do Paraná[11]? Deixo estas perguntas como sugestão e matérias para você escrever já que anda tão sem assunto que precisou dar destaque sobre o cafezinho e o papel higiênico dos funcionários da Petrobras.

A você, Leticia, te escrevo para dizer que tenho muito orgulho de trabalhar na Petrobras, que farei o que estiver ao meu alcance para que uma empresa suja e golpista como a que você trabalha não atinja seu objetivo. Já você não deve ter tanto orgulho de trabalhar onde trabalha, que além de cercear o trabalho de seus jornalistas determinando “as verdades” que devem publicar, apoiou a Ditadura no Brasil[12], cresceu e chegou onde está graças a este apoio. Ao contrário da Petrobras, a empresa que você se esforça para denegrir a imagem, que chegou ao seu gigantismo graças a muito trabalho, pesquisa, desenvolvimento de tecnologia própria e trazendo desenvolvimento para todo o Brasil.

Quanto às demissões que estão ocorrendo, é muito triste que tantas pessoas percam seu trabalho, mas são funcionários de empresas prestadoras de serviço e não da Petrobras. Você não pode culpar a Petrobras por todas as mazelas do país, e nem esperar que ela sustente o Brasil, ou você não sabe que não existe estabilidade no trabalho no mundo dos negócios? Não sabe que todo negócio tem seu risco? Você culpa a Petrobras por tanta gente ter aberto negócios próximos onde haveria empreendimentos da empresa, mas a culpa disto é do mal planejamento de quem investiu. Todo planejamento para se abrir um negócio deveria conter os riscos envolvidos bem detalhados, sendo que o maior deles era não ficar pronta a unidade da Petrobras, que só pode ser culpada de ter planejado mal o seu próprio negócio, não o de terceiros. Imputar à Petrobras o fracasso de terceiros é de uma enorme desonestidade intelectual.

Quando fui posar para a foto, que aparece na reportagem, minha intenção não era apenas defender os empregados da injustiça e hostilidades que vem sofrendo sendo questionados sobre sua honestidade, porque quem faz isto só me dá pena pela demonstração de ignorância. Minha intenção era mostrar que a Petrobras é um patrimônio brasileiro, maior que tudo isto que está acontecendo, que não pode ser destruída por bandidos confessos que posam neste jornal como heróis, por juízes que agem por vaidade e estrelismos apoiados pelo estardalhaço e holofotes que vocês dão a eles, pelo mercado que só quer lucrar com especulação e nunca constrói nada de concreto e por um jornal repulsivo como O Globo que não tem compromisso com a verdade nem com o Brasil.

Por fim, digo que cada vez fica ainda mais evidente a necessidade de uma democratização da mídia, que proporcionará acesso a uma diversidade de informação maior à população que atualmente é refém de uma mídia que não tem respeito com o seu leitor e manipula a notícia em prol de seus interesses, no qual tudo que publica praticamente não é contestado por não haver outros veículos que o possa contradizer devido à concentração que hoje existe. Para não perder um poder deste tamanho vocês urram contra a reforma, que se faz cada vez mais urgente, dizendo ser censura ou contra a liberdade de imprensa, mas não é nada além de aplicar o que já está escrito na Constituição Federal[12], sendo a concentração de poder que algumas famílias, como a Marinho detém, totalmente inconstitucional.

Sendo assim, deixo registrado a minha repugnância em relação à matéria por você escrita, utilizando para ilustrá-la uma foto na qual eu estou presente com uma intenção radicalmente oposta a que ela foi utilizada por você.

Fontes:
[1] Demissões nas Organizações Globo:
http://www.conexaojornalismo.com.br/…/demissoes-do-globo-es…
http://radiodeverdade.com/tag/demissoes-na-radio-globo/
http://www.parana-online.com.br/editor…/almanaque/…/836519/…
http://www.portalimprensa.com.br/…/o globo faz cortes na re…
http://blogs.odia.ig.com.br/…/globo-inicia-demissoes-no-jo…/

[2] Exemplos de o que deve e não deve ser publicado
http://www.brasildefato.com.br/node/31315
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/globo-ordena-que-no…
http://www.conversaafiada.com.br/…/globo-censura-reporter-…/

[3] Objetivos
http://www.municipiosbaianos.com.br/noticia01.asp…
http://www.aepet.org.br/…/Prezado-a-companheiro-a-da-Petrob…
http://www.viomundo.com.br/…/sordida-campanha-dos-marinho-c…
https://petroleiroanistiado.wordpress.com/…/petrobras-sob-…/
https://fichacorrida.wordpress.com/…/rede-globo-de-corrupc…/

[4] Inquérito 2474
http://www.cartacapital.com.br/…/em-sigilo-ha-7-anos-inquer…
http://www.ocafezinho.com/…/inquerito-2474-ja-esta-na-inte…/
http://www.istoe.com.br/…/…/345927_ERRO HISTORICO NA AP 470
http://www.brasil247.com/…/Nassif-STF-vai-abrir-segredo-de-…

[5] Escândalo do HSBC
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-assombroso-silen…/
http://economia.ig.com.br/…/reino-unido-investiga-hsbc-por-…
http://economia.estadao.com.br/…/hsbc-entenda-o-escandalo-…/
http://economia.ig.com.br/…/receita-esta-de-olho-em-corrent…
http://www.brasil247.com/…/Sonega%C3%A7%C3%A3o-no-HSBC-%C3%…

[6] Sonegação Globo

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http://www.ocafezinho.com/…/os-documentos-da-fraude-da-glo…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/injusto-e-pagar-im…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-o-processo-de…/

[7] Helicoca
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-dcm-apresenta-no…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-papel-cada-vez-m…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/categorias/helicoca/

[8] Aeroportos Mineiros
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-a-midia-na…/
http://www1.folha.uol.com.br/…/1493571-aecio-neves-a-verdad…
http://www1.folha.uol.com.br/…/1488587-governo-de-minas-fez…
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/trafico-de-cocaina-…
http://www.plantaobrasil.com.br/news.asp?nID=82339
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/aecio-nomeou-desem…/

[9] Alstom
http://www1.folha.uol.com.br/…/1281123-brasil-e-unico-que-n…

Delação premiada “não vale” no caso dos trens do PSDB, diz STF

[10] Banestado
http://www.redebrasilatual.com.br/…/o-caso-banestado-a-petr…
http://www1.folha.uol.com.br/…/1267100-justica-anula-punica…
http://ultimosegundo.ig.com.br/…/lentidao-da-justica-livrou…

[11] Beto Richa e o Paraná
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/beto-richa-quebrou-…
http://www.redebrasilatual.com.br/…/curitiba-a-pauta-da-reb…

[12] Globo e a Ditadura
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/editorial-globo-cel…
http://www.brasildefato.com.br/node/25869
http://altamiroborges.blogspot.com.br/…/as-diretas-ja-e-o-c…
http://www.viomundo.com.br/…/faz-30-anos-bom-jornalismo-da-…
http://www.viomundo.com.br/…/fabio-venturini-no-golpe-dos-e…
http://www.viomundo.com.br/…/exclusivo-as-entrevistas-feroz…
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/abrir-empresa-em-p…/

[12] CF/88
Diz o artigo 220 da Carta, no inciso II do parágrafo 3°:
II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
Já o parágrafo 5° diz:
Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
E o artigo 221. por sua vez, prescreve:
Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Créditos da foto: reprodução

Fonte: Carta Maior

Um diálogo sobre Petrobras, petróleo e o Brasil

do Brasil Debate

Por Paula Quental

Paula Quental é jornalista

Os problemas atualmente enfrentados pela maior empresa brasileira, a Petrobras, são imensos e se refletem em igual proporção na economia do país. Basta citar que o estudo divulgado no último dia 21 pela Secretaria de Política Econômica, segundo informação da Agência Brasil , concluiu que a redução em quase 40% do plano de investimentos da empresa em 2015, de US$ 37,1 bilhões em 2014 para US$ 25 bilhões, será responsável por pelo menos 2 pontos percentuais da contração do Produto Interno Bruto (PIB).

Entre as causas principais estão a queda de quase 50% no preço do barril do petróleo do ano passado para cá e as investigações de corrupção envolvendo funcionários e dirigentes da empresa, empreiteiros e políticos pela Polícia Federal, na célebre Operação Lava Jato.

Para discutir a crise e também o papel da Petrobras como agente de desenvolvimento do Brasil – portanto, como geradora de emprego, tecnologia e crescimento – foi promovido em São Paulo, dia 19, o debate “Petróleo e desenvolvimento”, o terceiro da série Diálogos sobre Conjuntura Econômica, realizada pela Fundação Friedrich Ebert (FES), Plataforma Política Social e o Brasil Debate.

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Página inicial do site Diálogo Petroleiro, projeto do Brasil Debate e Sindipetro/NF

Segundo Pedro Rossi, professor de economia da Unicamp e coordenador do Brasil Debate, dentro dessa discussão sob a ótica de que a Petrobras é a grande ferramenta de desenvolvimento do país se situa o projeto do site Diálogo Petroleiro, iniciativa do Brasil Debate e do Sindipetro/NF apresentada durante o encontro, definida por ele como “uma construção coletiva de pontes entre a academia, os sindicalistas e a discussão pública” sobre o tema.

Bons fundamentos

Palestrante convidado, o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, à frente da empresa por sete anos (2005 a 2012), situou a crise em que se encontra a Petrobras: “Do ponto de vista empresarial, do ponto de vista dos fundamentos da empresa, a Petrobras não vive uma crise”, afirmou.

Ele explicou que isso se dá por algumas razões. Uma delas é o volume alto de recursos e reservas – hoje estimados em 15 bilhões de barris de reservas provadas e quase 30 bilhões de barris de reservas potenciais, o que, “com uma produção de 800 e poucos milhões/ ano (barris de óleo equivalente, boe) nos dá 30 anos de produção sem adicionar um só barril a mais”.

Outras razões são a tecnologia disponível, a capacidade de produção e logística que a empresa tem no setor de derivados (principalmente gasolina e diesel), considerando ainda que o mercado brasileiro de derivados um dos que mais crescem no mundo, de acordo com Gabrielli.

O problema da Petrobras, portanto, seria de reputação (Lava Jato) e financeiro, causado basicamente pela queda na cotação internacional do petróleo, a política de preços adotada pelo governo federal e a alta do dólar. “A empresa tem compromissos de curto prazo, para pagar entre 2015 e 2017. Dos R$ 500 bilhões de sua dívida, no mínimo 20, 25%, algo em torno de R$ 125 bilhões, vencem em curto prazo. É preciso alongar essa dívida, mesmo que saia mais caro”, disse.

Célula-tronco

Diretor do Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense), Tadeu Porto afirmou que o debate sobre a Petrobras é de grande importância porque a empresa “é uma célula-tronco do Brasil”. “Defender a Petrobras é defender o Brasil”, resumiu, lembrando que a crise política que vivemos é como um “ringue de disputa ideológica” no qual não faltam grupos defensores da privatização total da empresa, hoje uma sociedade de capital aberto em que o governo brasileiro detém a maioria das ações.

A defesa da empresa, porém, de acordo com Tadeu, não significa deixar de lado as questões da sustentabilidade e da precarização do trabalho dos petroleiros – que têm muito a perder com o avanço de propostas que pregam, ao invés da melhoria nas condições dos terceirizados, a piora da situação dos contratados diretamente.

“A Petrobras está numa curva de mudança muito importante, saindo de uma empresa com reservas provadas de 15 bilhões para ser uma empresa com provavelmente reservas provadas de mais de 100 bilhões. E não queremos que a nova cara da Petrobras seja a de uma empresa que busca o lucro a qualquer custo”, afirmou.

Os anéis, não os dedos

Trazendo o ponto de vista acadêmico, Giorgio Romano, professor da UFABC (Universidade Federal do ABC) fez uma apresentação mostrando o cenário do setor de petróleo e gás no mundo, de maneira a inserir a discussão dentro de uma perspectiva de geopolítica. Ele chamou a atenção para a importância mundial da descoberta das reservas do Pré-sal e o fato de ser acompanhada por um profundo desconhecimento da população brasileira sobre o tema.

Para ele, como forma de enfrentar sua crise financeira, a Petrobras até pode prosseguir nos planos anunciados de se desfazer de ativos, dentro da ideia de “dar os anéis para não perder os dedos”, desde que “não se perca o filé mignon, que é ter o controle e a exploração do Pré-sal”.

Romano disse ser imprescindível que o país decida em um planejamento de longo prazo o que se quer da Petrobras e do setor de petróleo e gás, partindo do princípio de que não se trata apenas de uma empresa, mas de um vetor de desenvolvimento que envolve interesses de todo o povo brasileiro.

Também estiveram presentes ao encontro Clemente Ganz Lúcio, André Cardoso e Fernando Souto (Dieese), Ana Luíza Matos de Oliveira (Fundação Perseu Abramo e Brasil Debate), Marco Antonio Rocha (Unicamp), Júlio Sergio Gomes de Almeida (Unicamp, ex-diretor do IEDI e ex-auxiliar de Guido Mantega no Ministério da Fazenda), Gilberto Cervinsky (Movimento dos Atingidos por Barragens, MAB), José Augusto Gaspar Ruas (Facamp), Edson Carlos Rocha da Silva (CNM/CUT), Gustavo Codas (UFABC), Joaquim Palhares (Carta Maior), Leonardo de Jesus Jr (UFBA), Mayra Juruá (CGEE) e Gonzalo Berrón (FES).

Paula Quental é jornalista

Fonte: http://jornalggn.com.br/

Ladrão que rouba ladrão: quem mente mais “Baiano” ou Costa?

Investigação séria é com provas, como no caso dos documentos suíços de Eduardo Cunha. É absurdo que o Ministério Público inclua em acordos de delação premiada declarações de indiciados que se contradizem, porque necessariamente pelo menos um deles estará mentindo e contem com leniência judicial ao mentir

Por Fernando Brito, no Tijolaço

Há um ano o país entrava em polvorosa com a “delação premiada” de Paulo Roberto Costa, que se dizia “enojado” de tudo o que tinha feito e convertido à honestidade por amor à família. Comovente.

Semana passada, nova onda, agora com as confissões de outro ladrão, o tal Fernando “Baiano” Soares, apanhador  de dinheiro para empresários e políticos, que vai para casa em troca dos “bons serviços” de sua recente honestidade.

Que bom, poderíamos até acreditar que os procuradores do Paraná, tão bons servos de Deus, teriam tamanho poder de conversão que deveriam até fundar uma igreja.

Se não fossem alguns probleminhas com os nossos “bons ladrões”.

Um diz que o outro é mentiroso e que roubou mais e confessou só o que lhe servia e interessava (ou, claro, interessava a alguém).

Baiano disse que pagou entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões para Paulo Roberto Costa, até seis vezes mais do que Costa diz ter recebido.

Diz que, além disso levou entre  R$ 2 milhões e R$ 3 milhões a um sobrinho da mulher de Costa, parte entregue pessoalmente, de helicóptero.

Há mais contradições – e contradições de valores que não são, absolutamente detalhes ou algo que se possa esquecer – e acusações de que alguns nomes ficaram de fora.  Logo, não é impossível que outros tenham entrado.

Investigação séria é com provas – vejam o caso dos documentos suíços do Eduardo Cunha – e não com base no que dizem pessoas que estão ali justamente por serem desonestas.

É absurdo que o Ministério Público inclua em acordos de delação premiada declarações de indiciados que se contradizem, porque necessariamente pelo menos  um deles estará mentindo e não é possível que um (ou dois) mentirosos contem com leniência judicial ao mentir.

Agora, quando se pede a anulação urídica das delações, vai-se dizer o quê?

A la Tim Maia,  falar que “eu minto só um pouquinho” ou dar-lhes os anos de perdão do provérbio?

Fotomontagem: Tijolaço

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/

Milhares saem às ruas em defesa da Petrobras: “O petróleo é nosso!”

Neste sábado (3), a sociedade civil organizada, em conjunto com movimentos sociais, se reuniu nas principais capitais do país para defender o fortalecimento da estatal e que a riqueza produzida por ela se concentre nas mãos do povo brasileiro. O ato rechaça atitudes, como exemplo, a do senador tucano José Serra, que lançou um projeto de lei que retira a obrigatoriedade da Petrobras participar do modelo de exploração dos campos de petróleo do pré-sal.

As manifestações também reivindicaram a defesa da democracia e o recado legítimo das urnas, que elegeram Dilma Rousseff presidenta da República. Em São Paulo, o ato ocorreu na Avenida Paulista. Conversamos com os manifestantes neste vídeo exclusivo da TV Vermelho.

Do Portal Vermelho, Laís Gouveia e Toni C.

Morre José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras

Jornal GGN – José Eduardo Dutra, ex-presidente do PT e da Petrobras, morreu na madrugada deste domingo, em Belo Horizonte. Dutra tinha 58 anos e lutava contra um câncer. Segundo informou a Agência PT, ele será velado em Belo Horizonte e a cremação também ocorrerá na capital mineira.

Dutra foi um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff na eleição de 2010. Ele dividiu a coordenação da campanha com o ex-ministro Antonio Palocci e com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

O último cargo ocupado por José Eduardo Dutra foi como diretor Corporativo e de Serviços da Petrobras, de onde se afastou já por estar doente. Em fevereiro, foi aprovada uma licença de saúde pelo conselho de administração da Petrobras.

Ele foi um dos dois diretores da Petrobras que permaneceram no cargo de alto escalão após a renúncia de Graça Foster da presidência da companhia, ocasionada pela crise gerada pela Operação Lava Jato.

Trajetória

Natural do Rio, José Eduardo Dutra começou sua carreira política em Sergipe. Foi presidente do sindicato dos mineiros e atuou como dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Se elegeu senador por Sergipe em 1994. Atualmente era o primeiro suplente do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).

Assumiu a presidência da Petrobras em janeiro de 2003, logo que Lula foi eleito. Permaneceu à frente da estatal até julho de 2005, sendo substituído por José Sérgio Gabrielli. Três anos depois passou a presidir a Petrobras Distribuidora, uma das subsidiárias da Petrobras. Deixou a companhia em agosto de 2009 para disputar a presidência do PT.

Dutra foi presidente do Partido dos Trabalhadores entre 2010 e 2011, e decidiu renunciar um ano antes de findar o mandato já em razão de problemas de saúde. Os médicos pediram que atentasse para o fato de ser necessária uma mudança radical nos hábitos de vida, com reeducação alimentar e prática de exercícios. Ao se afastar definitivamente da presidência do PT, Rui Falcão assumiu o comando da legenda como vice.

Lava Jato

Na última sexta-feira, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a Polícia Federal a tomar o depoimento de José Eduardo Dutra nas investigações da Lava Jato. Além dele, Teori avalizou a PF a ouvir o ex-presidente Lula, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, o atual presidente do PT Rui Falcão, o tesoureiro da campanha de Dilma em 2010, José de Filippi Junior, a ex-ministra Ideli Salvatti, o ex-ministro Gilberto Carvalho e o ex-ministro José Dirceu, já preso em Curitiba.

Leia a seguir a nota emitida pelo PT Nacional.

da Agência PT

Nota de falecimento – José Eduardo Dutra

Faleceu na madrugada deste domingo (4) o ex-senador José Eduardo Dutra, aos 58 anos, em Belo Horizonte (MG).

Dutra foi presidente da Petrobras e da BR Distribuidora. Ele também presidiu o Diretório Nacional do PT. Foi senador por Sergipe, Estado no qual desenvolveu sua vida política, ao lado do ex-governador Marcelo Déda (que faleceu em 2013). Dutra lutava contra um câncer.

O funeral ocorrerá em Belo Horizonte (MG), no Funeral House (na Avenida Afonso Pena, 2158. Bairro Funcionários), nesta segunda-feira (4), a partir das 10h. O corpo de Dutra será cremado no mesmo dia em Belo Horizonte.

História – José Eduardo de Barros Dutra nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de abril de 1957. Foi presidente do Sindicato dos Mineiros do Estado de Sergipe (Sindimina) no período de 1989 até 1994 e dirigente nacional da Central Única dos Trabalhadores (de 1988 até 1990).

Em 1994, foi eleito senador da República pelo Estado de Sergipe.

Foi presidente da Petrobras de 2 de janeiro de 2003 até 22 de julho de 2005. Retornou à Petrobrás como presidente da Petrobras Distribuidora, de 24 de setembro de 2007 a 14 de agosto de 2009 . Deixou o cargo para disputar a presidência do Partido dos Trabalhadores, sendo eleito para o biênio 2010-2012,

Era, atualmente, primeiro suplente do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE).

Fonte: http://jornalggn.com.br//

Sr. José Serra, é patriótico entregar reservas do pré-sal às multinacionais?

Os parlamentares deveriam buscar resolver os problemas da Petrobras e não ficar tentando entregar conquistas do povo brasileiro aos interesses estrangeiros!

Parlamentares e a Federação Única dos Petroleiros confrontaram-se hoje (28) na audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa a pedido do senador Paulo Paim (PT/RS) para debater a participação da sociedade na gestão do pré-sal e os impactos do PLS 131/2015, de autoria de José Serra (PSDB-SP). O projeto retira da Petrobras a exclusividade na operação dessas reservas e a participação mínima em 30% dos campos.
 
O coordenador da FUP, José Maria Rangel, disse que a Lei 12.351/2010, que estabelece o regime de partilha para o pré-sal, foi amplamente discutida no Congresso Nacional, durante 15 meses, antes de ser aprovada e que, portanto, não se pode querer “mudar algo que é estruturante para o nosso país por um problema conjuntural pelo qual a Petrobras está passando”.
 
José Maria indagou o senador José Serra, que tem alegado que o seu projeto é patriótico. “É patriótico a gente entregar nossas reservas para as empresas multinacionais?”, retrucou o coordenador da FUP, criticando a argumentação de que mudar a lei trará novos investimentos para o país. “O setor do petróleo no Brasil foi aberto em 1997 e qual foi o investimento que as multinacionais fizeram no nosso país nesses quase vinte anos?”, questionou José Maria.
 
“Como operadora única e sendo uma empresa do Estado, a Petrobras é que vai ditar o ritmo de produção do pré-sal para evitar a produção predatória”, destacou o coordenador da FUP, esclarecendo que a participação mínima, prevista na lei de partilha e contra a qual José Serra atua, é uma prática adotada também no regime de concessão, onde a orientação da ANP é de que a operadora tenha pelo menos 30% do campo.
 
José Maria provocou os parlamentares: “Neste momento, o Senado e a Câmara deveriam estar gastando energia, buscando resolver os problemas da Petrobras”. Afirmou ainda que o governo tem que assumir sua responsabilidade como acionista majoritário da Petrobras e financiar os projetos da empresa. “Isso não é novidade. Na crise do capital, em 2008, o governo Obama investiu 30 bilhões de dólares na General Motor e investiu agora 10 bilhões de dólares nas empresas exportados de gás dos Estados Unidos”, ressaltou.
 
O coordenador da FUP fez um chamado ao Congresso Nacional, ao governo e à sociedade para que defendam a Petrobras e o pré-sal. “O que temos que fazer é buscar financiar os investimentos da Petrobras. Não podemos tratar o pré-sal como se fosse um ônus para a companhia. Quantas empresas mundo afora gostariam de ter as reservas do pré-sal, cerca de 300 bilhões de barris de petróleo? Portanto, a Petrobras, o governo e a sociedade brasileira não podem abrir mão disso”, afirmou.
 
O debate também contou com a presença do diretor da CUT Vitor Carvalho, além de representantes da NCST, da Aepet e da Sociedade de Economia do Rio Grande do Sul (Socecon).
 
O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) disse que o projeto de lei de Serra será bom para o país. Disse que a conjuntura econômica atual inviabiliza qualquer investida na área, pois o custo da extração pode ficar acima da cotação do petróleo no mercado internacional. Lembrou que em 2010, quando a lei foi votada, o preço do barril de petróleo era de US$ 135 e hoje é de US$ 48.
 
“Essa lei foi votada e aprovada num momento em que o Brasil atravessava um céu de brigadeiro. A Petrobras estava com as finanças em dia e era justo que se lhe atribuísse tal encargo. Mas hoje a situação mudou e mudou radicalmente para pior. Os fatos divulgados pelas operações e investigações, os prejuízos causados à Petrobras nos últimos tempos dificultam a plena aplicação do dispositivo previsto na Lei 12.351 de 2010”, argumentou Raupp.
 

Com FUP e Agência Senado