Tranquilidade e grande adesão popular marcam eleições na Argentina

O processo eleitoral presidencial da Argentina encerrou às 18 horas locais (19h no horário de Brasília). As urnas abriram exatamente às 8 horas deste domingo (25). Mais de 32 milhões eleitores puderam exercer seu direito ao voto e escolher o presidente, além de 24 senadores, 130 deputados e 43 parlamentares para o Mercosul. Segundo o secretário da Câmara Nacional Eleitoral, Sebastián Schimmmel, não foram verificados incidentes e as pessoas votaram com total tranquilidade em todo o país.

Schimmel reiterou que a contagem de votos que será apresentada neste domingo, é provisória e será submetida à verificação da Justiça que concluirá o processo oficial em dez dias. Destacou, porém, que a partir das 22 horas (23 horas no Brasil) já será possível saber se haverá segundo turno ou não, mas o resultado final deve ser divulgado por volta da 1 hora (2 horas no Brasil). Na Argentina o voto não é feito em urna eletrônica, como no Brasil, e a contagem das cédulas de papel demanda mais tempo.

Os seis candidatos à presidência também concordaram que as eleições se desenvolveram normalmente, “com tranquilidade e sem problemas”. Assim afirmaram os delegados de cada uma das forças políticas durante uma reunião com a Junta Nacional Eleitoral, máxima autoridade de controle e supervisão do processo eleitoral.

De acordo com os resultados das eleições Primárias Abertas, Simultâneas e Obrigatórias (Paso), e das diversas pesquisas políticas realizadas durante o período de campanha, o candidato da coalizão governista Frente Para a Vitória, Daniel Scioli é o primeiro colocado para assumir a presidência, seguido de Maurício Macri, da Cambiemos e Sergio Massa da Frente Renovadora.

Os outros três candidatos à presidência são: Margarita Stolbizer da Aliança Progressista, Nicolás del Caño da Frente de Esquerda dos Trabalhadores e Adolfo Rodríguez Sáá, da aliança Compromisso Federal.

Segundo a Constituição Nacional da Argentina, para o primeiro colocado se eleger no primeiro turno ele precisa ter 45% dos votos ou 40% manter 10% de vantagem sobre o segundo colocado.

As províncias que mais vão eleger senadores serão Catamarca, Córdoba, Chubut, Mendonza, Santa Fé, Tucumán, Corrientes e La Pampa. A eleição para deputados acontece em todo o país e a província de Buenos Aires é a que poderá conquistar mais lugares no parlamento, isso porque, na Argentina o voto é separado por distritos e a capital é a área mais populosa.

Também neste domingo as províncias de Buenos Aires, Catamarca, Chubut, Entre Ríos, San Juan, San Luis, Santa Cruz, Formosa, Jujuy, La Pampa e Missiones elegem seu novo governador.

Fonte: http://www.vermelho.org.br/

Publicado por

Joelson Ribeiro Macêdo

Estudou Geografia na UCSAL, Agente Político, militante do PCdoB, sindicalista e ex-secretário Municipal de Esporte e Lazer de Camaçari - Bahia. Conselheiro da Cidade do Saber e Assessor do Executivo Municipal. Filho de Camaçari, apaixonado pela minha cidade! "De bem com a VIDA"

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